08/02/2013

Alegria e indignação

Com irreverência e protesto, ‘Cuscuz Alegado’ desfila no carnaval de Natal pelo segundo ano

Bloco que denuncia descaso dos governos foi inspirado no desabafo da professora Amanda Gurgel.

O bloco de carnaval “Cuscuz Alegado” foi criado em 2012 por um grupo de professores indignados com o caos na educação pública. Com bastante criatividade e ousadia, o bloco vai desfilar em Natal pelo segundo ano, denunciando os problemas nas escolas, o descaso dos governos e muitas outras injustiças, como o recente aumento nos salários dos vereadores e do prefeito. Este ano, a falta de transporte coletivo em Nova Natal e o não pagamento dos salários e direitos dos terceirizados também estarão na mira das denúncias dos foliões do “Cuscuz Alegado”.

O bloco sairá dois dias neste carnaval. No sábado, dia 9, a brincadeira começa na Praça Praia de Ponta Negra, por trás do Vilarte, em Ponta Negra. Na segunda-feira, dia 11, a largada do bloco é na Praça do Cruzeiro, na Redinha. Nos dois dias, a concentração dos desfiles será às 16 horas. A animação e a batucada ficam por conta do grupo musical Resistência da Lata.

Entre as fundadoras do “Cuscuz Alegado” está a professora e vereadora do PSTU, Amanda Gurgel, que tornou famosa a expressão que dá nome ao bloco. Em 2011, durante uma greve, Amanda denunciou na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte o drama da educação. O vídeo com o desabafo foi parar na internet e alcançou milhões de acessos. Entre outras coisas, Amanda criticou o fato de a justiça e o governo proibirem os professores de se alimentarem da merenda escolar, alegando que o cuscuz é destinado apenas aos alunos. Nascia, assim, a expressão “cuscuz alegado”.

Inicialmente formado por um pequeno grupo de educadores, o bloco acabou atraindo foliões de outras categorias ao longo da sua formação, exatamente por resgatar a irreverência do carnaval e seu perfil popular. Além de um espaço para alegria e divertimento, o “Cuscuz Alegado” é também um lugar de protesto, onde a população e os trabalhadores tem voz para expressar sua indignação contra a exploração e o descaso dos governantes. “Este é um bloco aberto a todos que queiram se divertir e denunciar a falta de transporte, a crise na saúde, o descaso com a educação. É um bloco pra mostrar as injustiças com muita irreverência, como no caso deste aumento salarial escandaloso que os vereadores e o prefeito de Natal deram si mesmos.”, comentou a professora Amanda Gurgel.

Nos dois dias de desfile, o bloco ainda irá distribuir cuscuz aos foliões, algo que já virou uma marca registrada da brincadeira. “O governo e a justiça proíbem a merenda escolar para os trabalhadores da educação. Mas no nosso bloco isso não existe, o cuscuz é liberado pra todo mundo.”, explica a professora Luana Paôla, uma das organizadoras do bloco. Ela também esclarece que tudo no “Cuscuz Alegado” vem de doações dos próprios foliões e trabalhadores. “Nos desfiles, até passamos o chapéu para arrecadarmos dinheiro para pagar a banda.”, finaliza. 

23/01/2013

Carnaval com luta e alegria

O CUSCUZ ALEGADO MANDOU TE CHAMAR!

O bloco de carnaval Cuscuz Alegado, criado em 2012, é fruto da indignação de professores e demais trabalhadores diante do total descaso com a educação pública na cidade, no estado e no Brasil. Inicialmente formado por um pequeno grupo de professores, o bloco foi atraindo foliões ao longo da sua formação e organização, exatamente por tratar com irreverência um assunto tão sério e problemático. Com bastante criatividade e ousadia, o Cuscuz Alegado sai pelas ruas de Natal denunciando as medidas negativas que afetam os profissionais da educação.

O bloco tem como estandarte a expressão “Cuscuz Alegado”, em referência à denúncia feita pela professora Amanda Gurgel sobre o descabido ato de proibir os professores de também consumir a merenda escolar. Enquanto isso, os problemas mais sérios da educação não recebem a mesma importância por parte da justiça e do governo. Esse ano, com muita alegria e descontração, o bloco Cuscuz Alegado sairá novamente nas ruas de Natal, com a mesma vontade de denunciar os abusos sofridos pelos trabalhadores da educação.

19/12/2012

Injustificável!

Natal: Sobra dinheiro para aumentar os salários de vereadores e do prefeito. Falta dinheiro para começar o ano nas escolas

Nota pública do PSTU Natal publicada nesta terça-feira (dia 18), antes da segunda votação dos salários na Câmara.

A Câmara Municipal autorizou o reajuste nos salários de prefeito, vereadores e outros cargos da administração para o próximo ano. Com o aumento, o salário de Carlos Eduardo Alves sobe para R$ 25 mil, e o dos vereadores passa de R$ 15 para 18 mil.

Esse aumento dado no fim do ano legislativo é um escândalo diante do caos em nossa cidade. É inaceitável que os vereadores de uma cidade que encerra o ano letivo quase um mês mais cedo por falta de merenda, e que vive uma calamidade na saúde, se achem no direito de dar um aumento de 78% para o prefeito e 20% para os vereadores.

14/11/2012

Debate em Natal

Internacional

Dia de greve geral mobiliza trabalhadores de 23 países da Europa 

Greve contra os cortes da troika e a política de austeridade dos governos é forte em Portugal, no Estado Espanhol, e atinge também Grécia e Itália

O dia de greve geral unificada na Europa neste 14 de novembro já pode ser considerado um marco na luta dos trabalhadores europeus contra a política de cortes e austeridade imposta pela troika (Banco Central Europeu, FMI e Comissão Europeia). Inicialmente convocada em Portugal, ela teve adesão no Estado Espanhol e posteriormente na Grécia, que realizou greve parcial de 3 horas, e Itália (que paralisou por 4 horas). O 14-N contou ainda com mobilizações na Inglaterra, França e em pelo menos 23 países do continente.